As Power Skills como resposta ao ambiente V.U.C.A

 








O 22º inquérito anual que a PWC realiza a CEOs, concluia que uma das ameaças mais significativas ao desenvolvimento e crescimento de negócios, era a ausência das competências adequadas. Três anos depois, em 2022, no 25º inquérito, as conclusões são de que é necessário re-imaginar a forma de colaborar e re-calibrar as competências de todos. Dentro do vasto mundo que são as competências, duas que são referidas neste 2º estudo são o “growth mindset” e a empatia.


O tema das competências continua a ser um tema importante e cada vez mais falado e no entanto também tão complexo. Durante muitos anos ouvimos falar apenas das competências técnicas ou das hard-skills. Quando se começou a falar de outro tipo de competências, foram designadas por “soft-skills”. No entanto, estas competências de suave não têm nada. São competências complexas que podem levar muito tempo a aprender e desenvolver e a manter, e sem nunca esquecer que devemos ir medindo para perceber onde estamos e como podemos melhorar. Então talvez designá-las de soft skills não tenha sido a forma mais indicada de falar sobre algo tão importante e complexo.


Nos últimos 2-3 anos começou-se a designar estas competências com outros nomes - power skills ou human skills, e na verdade ambas fazem jus às competências que são.


Porquê power skills? Porque essas competências “empoderam” as pessoas, tornando-as mais capazes de colaborar, comunicar de forma eficaz e de liderar. Boas competências de liderança incluem impulsionar mudanças, implementar estratégias, motivar equipas e promover uma boa interação entre as pessoas. Mas não se ficam por aqui, também podemos incluir nas power skills a escuta ativa, comunicação, gestão de conflitos, inteligência emocional, empatia, negociação, resolução de problemas, colaboração, liderança etc. Como tal, as power skills são aquelas competências que diferenciam as pessoas de hoje a amanhã na sua carreira profissional e na vida em geral. Simples assim.


As power skills são e vão ser cada vez mais importantes. Se formos ver grandes empresas como Amazon ou Facebook, eles não se debatem para conseguirem recrutar pessoas com as competências digitais adequadas mas sim com o recrutar pessoas que tenham pensamento estratégico, ética, valores etc..


Temos de começar a levar estas power skills muito a sério, criar programas experienciais que promovam o seu desenvolvimento tanto nas empresas como nas escolas, medir o seu impacto e utilização.


Num negócio, temas como desenvolvimento, inovação, agilidade e mudança ou transformação dependem muito de valores como empatia, generosidade, confiança e admiração. E sim, estas competências sócio-emocionais são a base da felicidade humana, e a felicidade humana é a base do envolvimento entre pessoas que por sua vez vai impactar na produtividade e crescimento das empresas.

E como dizia Zig Ziglar “You don’t build a business – you build people – and then people build the business.”


Para terminar quero apenas reforçar que as power skills são competências intemporais e transversais a qualquer função, e são estas competências que empresas inovadoras e modernas procuram ter ou desenvolver nos seus colaboradores ou nas pessoas que querem recrutar, pois são aquelas que ajudam qualquer pessoa ou empresa a estar preparada para os desafios, para as incertezas que este novo e bravo mundo nos apresenta todos os dias.




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Kalpna Kirtikumar - Escritora convidada no PowerBlog